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A nova geração de portuários

Fonte: G1 (02 de junho de 2021)

Colaboradores durante treinamento de kaizen no Terminal Açucareiro Copersucar, em 2019. — Foto: Copersucar


 
Ao longo dos anos, o perfil do trabalhador portuário vem se reestruturando. O conhecimento de novas tecnologias e a procura por capacitação caminham lado a lado para quem busca o desenvolvimento profissional no Porto de Santos.
 
Em 2005, cinco meses após ingressar na função de mecânico no Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), Harrisson Henrique de Souza foi aceito no curso de ensino superior, para estudar Engenharia Mecânica. O incentivo foi através dos colegas de trabalho. “Eu sempre tive o sonho de fazer engenharia e quando entrei na empresa, após tantos incentivos, não quis perder tempo”, afirma.
 
O diploma de engenheiro veio em 2020 e neste ano Souza iniciou um MBA em Gestão da Qualidade. “Estudar e me qualificar é uma satisfação pessoal. Quando eu ingressei na Copersucar via muitas pessoas apenas com nível técnico. Hoje, percebo essa mudança e vejo muitos colaboradores com nível superior e especializações. Isso quebra paradigmas, pois as pessoas começam a acreditar em si mesmas e não enxergam limites”, enfatiza.
 
Além da experiência na área, o profissional que já tinha no currículo cursos técnicos de mecânica e manutenção industrial, ocupa hoje a função de auxiliar de Planejamento e Controle de Manutenção. É responsável pela programação das atividades das equipes de elétrica e automação e pelo desenvolvimento do calendário de preventivas, reparos e inspeção de equipamentos. “Fico feliz em saber que estarei preparado para as oportunidades que surgirem pela frente, trazendo sempre o meu melhor para a empresa”, conclui.
 
Vontade de crescer profissionalmente e se capacitar para alcançar os objetivos não tem idade. Ubiratan Vargas Xavier é um exemplo. Em 2020, aos 53 anos de idade, ele concluiu o ensino superior e recebeu o diploma de engenheiro civil. “Idade não faz diferença. Acredito que o processo de busca pelo aprendizado deva ser constante e mutável, pois você não precisa ficar preso à sua área de conhecimento e pode ampliar esse horizonte. Isso pode fazer a diferença na sua carreira”, afirma.
 
Há cinco anos atuando no TAC, Xavier iniciou na empresa como técnico de Manutenção Civil, passando pela supervisão e em 2021 assumiu um novo desafio: a coordenação de Engenharia e Manutenção. “Tenho muito orgulho de fazer parte e vestir a camisa desta empresa”.
 
Capacitação e aprimoramento são ações de rotina no terminal. Em 2017, foi criado o Sistema Integrado de Melhorias Operacionais (SIM), um programa para aumentar a eficiência de processos e fortalecer a cultura de melhoria contínua entre os colaboradores.
 
Todas as melhorias são analisadas, testadas e implantadas. Desde a criação do programa, foram 1.313 capacitações realizadas, 664 horas de treinamento e 854 kaizens concluídos. A metodologia Kaizen busca a melhoria por meio de redução de desperdício e de custos, e aumento na produtividade.