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Clínicas privadas só devem ter vacina contra covid-19 em 2022 

Fonte: Valor Econômico (04 de dezembro de 2020)

— Foto: University of Maryland School of Medicine via AP


 
Quem espera conseguir mais rapidamente uma vacina contra a covid-19 por meio da rede privada vai ter que rever seus planos. Isso porque as clínicas particulares do país só devem estar aptas a oferecer qualquer tipo de imunização em 2022. Pelo menos é essa a previsão do presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (Abcvac), Geraldo Barbosa.
 
O dirigente falou com o Valor após reunião com representantes do laboratório Pfizer, cuja vacina começará a ser aplicada na população britânica nas próximas semanas. Segundo Barbosa, a empresa estaria preocupada com o fato de algumas clínicas brasileiras estarem sinalizando aos clientes que a vacina está próxima, o que não é verdade.
 
“Não há expectativa para que a rede privada receba qualquer vacina durante todo o ano de 2021”, afirmou o dirigente. Segundo ele, toda a produção mundial está dedicada ao pleno atendimento dos governos e que apenas uma improvável sobra de imunizante poderia ser absorvida pelas clínicas particulares.
 
“Se por acaso a Pfizer não vier a atender governos no Brasil, ela irá atender outro país antes de chegar ao setor privado”, explicou Barbosa, que diz concordar com essa decisão.
 
Ontem o Ministério da Saúde anunciou que o plano de vacinação será inicialmente dividido em quatro etapas, sendo a primeira dedicada a profissionais da saúde e pessoas com mais de 75 anos. Em seguida, serão atendidas pessoas com mais de 60 anos que vivem em abrigos e também a população indígena.
 
Barbosa prefere não fazer uma projeção de quando a vacina vai chegar ao restante da população adulta e também às crianças. Segundo ele, tudo vai depender da velocidade com a qual os grupos prioritários serão imunizados e isso, por sua vez, depende do volume da oferta efetiva de vacinas.
 
Hoje o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, manifestou preocupação com a capacidade de os laboratórios entregarem os volumes necessários para o atendimento do conjunto da população brasileira. Ele destacou que dois ou três empresas teriam essa capacidade e que os números apresentados até agora são “pífios”.