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Argentina reduz temporariamente impostos sobre exportação de grãos para aliviar setor agropecuário

Fonte: AgroMais (24 de janeiro de 2025)

O governo argentino anunciou nesta quinta-feira (23) uma redução temporária dos impostos sobre as exportações de grãos, incluindo soja e seus derivados, trigo, cevada, sorgo, milho e girassol. A medida, que entra em vigor na próxima segunda-feira e valerá até junho, tem como objetivo aliviar a carga tributária do setor agropecuário em um momento de desafios econômicos e climáticos.

A decisão foi confirmada pelo ministro da Economia, Luis Caputo, que destacou a estabilidade macroeconômica do país como um fator determinante para a adoção da medida. “Este é um governo que veio para reduzir impostos”, afirmou Caputo, ressaltando que o presidente Javier Milei sempre colocou o campo como uma prioridade.

Com a nova regra, as alíquotas de exportação da soja serão reduzidas de 33% para 26%, enquanto os derivados da oleaginosa terão queda de 31% para 24,5%. O trigo, a cevada e o sorgo também serão beneficiados, com a taxa de exportação reduzida de 12% para 9,5%.

O governo argentino avalia que a medida incentivará as exportações e trará um alívio ao setor agropecuário, que enfrenta dificuldades devido à seca prolongada e à desvalorização dos preços internacionais das commodities.

Embora a redução dos impostos seja temporária, Caputo garantiu que há um compromisso de eliminar permanentemente as chamadas “retenciones” para as economias regionais, buscando incentivar a competitividade do setor agrícola no longo prazo.

Durante a feira La Rural de Palermo, um dos principais eventos do agronegócio argentino, Milei reafirmou sua intenção de eliminar gradualmente os impostos sobre exportação, mas pediu paciência ao setor. O presidente argumentou que uma remoção imediata poderia agravar a crise fiscal herdada pela nova gestão.

A decisão de reduzir temporariamente os impostos sobre os grãos reflete um esforço do governo argentino para equilibrar as necessidades fiscais do país com o incentivo ao setor agropecuário, um dos pilares da economia nacional. No entanto, representantes do setor ainda pressionam por medidas mais amplas e definitivas para garantir maior previsibilidade ao agronegócio argentino.