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Aeroporto e Portos devem tomar medidas para conter variante indiana no Ceará, dizem especialistas

Fonte: Diário do Nordeste (24 de maio de 2021)

Legenda: Funcionário de uma empresa marítima chegou infectado a Fortaleza pelo Aeroporto, mas resultado do exame para detectar se é a variante indiana só deve sair na próxima semana. – Foto: Kid Júnior


 
O Ceará investiga um caso suspeito da variante indiana do coronavírus, após um homem vindo do país asiático testar positivo para a doença ao chegar em Fortaleza, no dia 9 de maio. Mesmo sem confirmação do tipo do agente infeccioso, especialistas alertam para a necessidade de monitorar fronteiras e divisas para frear uma possível chegada do novo vírus ao Ceará.
 
No dia 10 de maio, a variante B.1.617 foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “preocupação global” por apresentar capacidade de transmissão maior do que a cepa original do vírus.
 
Segundo Mário Oliveira, biomédico e virologista, essa variante da Índia já circula há muito tempo no mundo, mas, somente agora, conseguiu sofrer mutações aceleradas e se adaptar melhor, além de se replicar e transmitir mais.
 

Os coronavírus são os vírus mais mutáveis da natureza. Quanto mais se replicam, mais mutações podem ocorrer. Já vimos a prova real em Manaus e na Índia” – MÁRIO OLIVEIRA, Virologista

 
Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante da Comissão de Epidemiologia da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Lígia Kerr avalia que a introdução de novas cepas na população é um problema “extremamente grave”, sobretudo porque ainda não se sabe o real impacto da variante.
 
“Muitas dessas cepas escapam à imunidade anterior das pessoas. Esse monitoramento depende do teste, isolamento e da genotipagem. Se a transmissão está no comecinho, você tem que fazer muito teste, ou não vai pegar isso”, recomenda.