No retorno, rodízio de pessoas e novo layout
Fonte: Valor Econômico (06 de julho de 2020)

Uma pesquisa da consultoria Robert Half com 353 executivos, sendo 90% com influência direta nos processos de recrutamento, indica as diretrizes que suas organizações estão seguindo para planejar o retorno gradual aos escritórios nos próximos meses.
Dos 265 que indicaram alguma iniciativa em prática, 52% estão mudando o layout dos escritórios, 78% estão implementando novos protocolos de limpeza, 72% planejam realizar menos reuniões presenciais, 84,5% exigirão que os funcionários utilizem máscaras e cerca de 60% farão rodízio de profissionais.
Quase 90%, aliás, disseram que permitirão que os funcionários trabalhem em casa com maior frequência nos próximos meses e 94% que irão encorajar menos atividades sociais presenciais entre equipes. O treinamento para melhorar a gestão remota foi apontado por 78% de 265 executivos.
Entre as ações não tomadas, 30% deles disseram que não estão trabalhando para limitar o uso de objetos compartilhados, como canetas, notebooks e estações de trabalho no escritório.
A pesquisa também indica práticas que as companhias pretendem tomar de olho no bem-estar e saúde mental dos funcionários, a medida que eles retornem aos escritórios ou permaneçam em casa. Entre 265 executivos que detalharam uma ação, 41% deles citaram aconselhamento confidencial e quase 50% indicaram a limitação de horas extras. Cerca de 47% falaram ainda em treinamentos adicionais voltados ao desenvolvimento pessoal e 13% citaram o job rotation (rodízio de cargos).
A percepção de entrega no home office também mudou para cerca de 71% de 253 executivos entrevistados – sendo 62% considerando que mudou para melhor. “Há, de forma geral, a impressão de que houve uma melhora na produtividade porque as pessoas gastam menos tempo em deslocamento e as reuniões estão mais objetivas”, diz Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. O uso pela primeira vez de plataformas de comunicação, como Teams e Zoom, durante a pandemia foi apontado por 64% de 249 executivos.
Esse uso deve se manter forte nos próximos meses com a pesquisa indicando que grande parte pretende manter a videoconferência para estimular colaboração, negócios e “permitir à alta administração transmitir empatia e confiança aos funcionários”. “Vai se cogitar mais o virtual e menos o contato presencial do que no passado”, diz Mantovani.