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Aberta as inscrições para mulheres na liderança

Fonte: Valor Econômico (27 de março de 2020)

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A equidade de gênero já é um tema prioritário na agenda dos CEOs e há uma consciência, implementada em políticas, de que a mulher é importante na gestão do mundo corporativo. A ascensão e liderança feminina, porém, precisam avançar mais no topo das empresas brasileiras e, de forma geral, as organizações devem avaliar a eficácia das ações tomadas para incluir e promover mulheres. É a partir desse diagnóstico que Valor, “O Globo”, “Marie Claire” e “Época Negócios”, em parceria com a Women in Leadership in LatinAmerica (WILL), iniciam a nova edição da pesquisa “Mulheres na Liderança”.
 
Neste ano, o principal objetivo é acompanhar a evolução das ações envolvendo a liderança feminina. Com apoio metodológico da Ipsos, a segunda edição da pesquisa avaliou em 2019 políticas, processos e práticas relativas à igualdade de gênero, internas e externas, de 165 empresas.
 
Para 96% delas, colocar mulheres e homens em iguais oportunidades é uma pauta já trabalhada. “Notamos que várias empresas criaram departamentos para diversidade, o que ajudou na implementação de políticas. Mas ainda não é suficiente”, afirma Silvia Fazio, presidente da WILL.
 
Ela destaca que, olhando para o topo das companhias, ainda há apenas 5% de mulheres nos conselhos de administração. Em nível de gerência no Brasil, esse número atingiu 39%. Porém, esse percentual cai à medida em que a hierarquia sobe. Em diretoria, o percentual foi de 24%.
 
Estar acima de 30%, nos vários níveis da gestão, é o indicador que a ONU considera propício para que um gênero possa influenciar a diversidade na empresa. O tema foi considerado prioridade para 52% dos CEOs das empresas participantes, o que se traduziu como política formal com metas claras e ações planejadas em 41% das pesquisadas. “Esse apoio não existia há cinco anos”, diz Silvia.
 
Agora, a terceira edição da “Mulheres na Liderança” tem o objetivo de entender a eficácia dessas ações, ainda mais considerando que 33% delas não monitoram a ascensão feminina. Baseada em práticas globais e internacionais, a pesquisa gera um autodiagnóstico para as empresas, como uma forma de acompanhar e monitorar as ações, tanto internamente como em comparação às outras companhias.
 
Neste ano, a pesquisa vai incluir uma categoria especial para empresas nacionais. “De forma geral, as empresas multinacionais estão mais avançadas no tema porque importam as práticas. As brasileiras estão melhorando, mas queremos continuar estimulando o que chamamos de ‘competição do bem’ com relação à liderança feminina”, diz.
 
A pesquisa também investiga os processos de recrutamento, contratação e capacitação. E o quanto as empresas possibilitam a conciliação entre a vida pessoal e profissional dos funcionários, assim como a abertura para interseccionalidades de raça, orientação sexual e afetiva, identidade de gênero e deficiência.
 
A edição 2019 da pesquisa “Mulheres na Liderança” premiou as empresas que se destacaram em 23 categorias. Para participar da terceira edição, a inscrição é gratuita e pode ser feita no site: www.latamwill.org/mulheres-na-lideranca.