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Porto de Lisboa: Operadores querem contratar 80 estivadores e deixam no ar a hipótese de "recorrer ao mercado"

Fonte: Expresso (11 de março de 2020)

Foto: Ana Baião 


A  Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) anunciou hoje que os seus Associados querem contratar 80 trabalhadores portuários. O convite é feito aos trabalhadores da A-ETPL, que já foi declarada insolvente, mas caso continuem a mostrar-se indisponíveis, fica desde já clara a intenção de recorrerem ao mercado.
 

“Caso os trabalhadores da empresa de trabalho portuário de Lisboa que se encontra insolvente (A-ETPL) continuem a mostrar-se indisponíveis, as associadas da AOPL ver-se-ão obrigadas a recorrer ao mercado”, diz a associação em comunicado divulgado esta terça-feira, no segundo dia de greve total dos estivadores do Porto de Lisboa.
 
A AOPL dá conta de que as empresas de estiva a operar no Porto de Lisboa, (Grupo ETE, Grupo YILPORT e Grupo TMB) convidaram trabalhadores da empresa de trabalho portuário de Lisboa que se encontra insolvente, (A-ETPL) para integrarem os quadros de pessoal efectivo das suas empresas.
 
E adianta: “o Grupo ETE convidou 14 trabalhadores para integrarem o quadro de pessoal privativo das suas empresas, e informou da sua disponibilidade para contratar mais 27 trabalhadores aquando da entrada em funcionamento da sua Empresa de Trabalho Portuário (a ETP Prime). O Grupo ETE tem a disponibilidade para contratar aqueles 41 trabalhadores, mantendo as suas actuais condições remuneratórias, antiguidade e categoria profissional”.
 
No caso do Grupo TMB, há convites para 4 trabalhadores integrarem o seu quadro de pessoal privativo e para mais 5 integrarem outra empresa de trabalho portuário do Porto de Lisboa (a Porlis), num total de 9 pessoas.
 
O Grupo YILPORT, já tinha convidado 30 trabalhadores para integrarem o quadro efetivo da Porlis e mereceu, de imediato, resposta do presidente do SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, António Mariano, que em declarações à Lusa disse tratar-se basicamente da “confissão de um crime”. “A oferta de emprego da Porlis, empresa do grupo Yilport, é a confissão de um crime, de uma tentativa encapotada de despedimento coletivo através da insolvência fraudulenta da A-ETPL, tal como o sindicato tem vindo a denunciar”, disse.
 
Para o SEAL, fica claro que as empresas de estiva de Lisboa estão a substituir a A-ETPL (empresa de cedência de mão-de-obra) pela Porlis, do grupo Yilport, que, “já deveria ter sido extinta nos termos do acordo de 2016 ” e pela ETE-PRIME, do grupo português ETE (Empresa de Tráfego e Estiva, S.A.).