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Entenda como são feitas as muretas de Santos, símbolo da Cidade


Fonte: Diário do Litoral (13 de setembro de 2019 )
É impossível passar pela Cidade e não reparar nas muretas
Foto: Divulgação/PMS

É impossível passar pela Cidade e não reparar nas muretas em praticamente todos os cantos e que se transformaram em um símbolo de Santos. Não se sabe ao certo o significado do ‘círculo com dois tracinhos laterais’, mas o fato é que o desenho ultrapassou a condição de mobiliário urbano para ganhar lugar cativo no coração dos santistas de fato e de afeto.

 

Tamanha simbologia tem por trás uma produção simples, feita a 8 mãos e com duração média de 15 minutos para cada peça. A produção é na fábrica de artefatos da Secretaria de Serviços Públicos, um galpão na Rua São Bento, 74, Valongo. Não é uma produção diária, mas no estoque há sempre 20 exemplares disponíveis para situações de emergência como ressacas e quebras acidentais.

 

O encarregado de artefatos, Leonardo Fagundes de Souza, e o ajudante Jair Juvenal Caetano, explicam o processo pelo qual as muretas passam até a instalação em diversos pontos da Cidade. Os primeiros passos são a limpeza da forma de metal e a produção do concreto, à base de pedrisco (pedra fina), areia e cimento. Os componentes são colocados em uma betoneira para misturar. Em seguida, as formas metálicas são pinceladas com óleo queimado para que a massa não grude; coloca-se a armação de ferro para dar mais resistência à peça até que é despejado o concreto.  Para garantir o aspecto liso das peças, os funcionários vibram a forma para retirar o ar e não formar bolhas.

 

Após nivelarem o concreto com o auxílio da colher de pedreiro e uma desempenadeira, é hora de tirar a mureta da forma. Para isso, eles viram a forma no chão e engancham a talha (máquina composta de uma armação metálica e uma corrente, utilizada para içar objetos pesados), que sobe lentamente e a peça se solta, ficando no chão. Depois de fazerem pequenos reparos com a colher de pedreiro, ela está pronta, e poderá ser instalada após, no máximo, 28 dias, que é o tempo limite de secagem do concreto.

 

O Coordenador de Serviços Públicos da Seserp, Flávio Morgado, conta que o departamento produz anualmente cerca de 300 muretas, e que elas podem durar anos dependendo do local onde são instaladas. As mais próximas da praia, por exemplo, duram menos devido à corrosão da ferragem. “Se tornou um símbolo da Cidade, hoje você vê até em tatuagens. Fico muito feliz por participar disto, de saber como é a produção e contribuir para a Cidade” declarou o coordenador.

 

Alterações na produção

Produzida a partir do mesmo material desde 1945, a única mudança pela qual o processo de fabricação das muretas passou foi a troca da forma de madeira pela de metal, o que possibilitou uma vida útil maior ao equipamento, pois o material antigo era mais sensível à água presente no concreto, então a forma precisava ser trocada frequentemente, pois a madeira apodrecia e se deformava com rapidez.

 

Outros artefatos

Na fábrica de artefatos também são produzidas outras peças, além das muretas, como bocas de lobo; tampas de caixa elétrica subterrâneas; grelhas para sarjeta; cordonéis, que são como as muretas, mas numa versão bem menor, que delimitam os gramados públicos; entre outros.


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