Em acordo, países decidem reduzir emissões de CO2 em transporte marítimo
Fonte: A Tribuna (17 de abril de 2018)
Mais de 170 países acordaram, na última sexta-feira (13), em Londres, reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono do transporte marítimo antes de 2050, passo que demandará que a indústria redesenhe frotas inteiras.
O acordo, que acontece ao final de duas semanas de negociações na Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU, reduzirá as emissões em “ao menos 50%” em relação aos níveis de 2008.
Alguns países, como as Ilhas Marshall, ameaçadas pelo aumento do nível das águas e um país importante no embandeiramento de barcos, queriam um acordo mais ambicioso, e a União Europeia aspirava inclusive a uma redução de entre 70% e 100%. Mas o acordo foi amplamente saudado pelas partes.
“É um acordo inovador, um acordo de Paris para o transporte marítimo”, disse o secretário-geral da Câmara Internacional de Transporte Marítimo, Peter Hinchliffe. “Isto dará à indústria naval o sinal claro que necessitava para seguir em frente com o trabalho de desenvolver combustíveis de dióxido de carbono zero”, acrescentou.
A presidente das Ilhas Marshall, Hilda Heine, também elogiou o acordo. “Hoje a OMI fez história. Embora talvez não seja suficiente para dar ao meu país a certeza que queria, deixa claro que o transporte marítimo internacional agora reduzirá urgentemente as emissões e desempenhará seu papel em dar ao meu país uma via para a sobrevivência”, disse em comunicado.
Maersk, a maior companhia marítima de contêineres do mundo, reagiu no Twitter: “Pressionávamos para chegar a objetivos mais altos, mas continua sendo um grande passo que a OMI busque reduzir pela metade os gases de efeito estufa do setor de transporte marítimo até 2050”.