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Alta da maré fecha o canal do Porto de Santos e provoca restrições na travessia de balsas

Fonte: G1 (19 de julho de 2017)

A força e a altura das ondas, na manhã desta terça-feira (18), fecharam o canal de navegação do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Uma forte ressaca do mar inundou a avenida da praia, na Ponta da Praia. Além disso, a travessia de balsas teve de operar com restrições.
Por volta das 7h15, a água do mar já estava batendo nas muretas da Ponta da Praia. Às 11h30, a água invadiu a avenida. A Prefeitura de Santos informou que bloqueou a pista da Avenida Bartolomeu de Gusmão, sentido Ponta da Praia, entre a Avenida Coronel Joaquim Montenegro (Canal 6) e a Rua Carlos de Campos. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Daniel Onias, a água não chegou à outra pista. A via foi liberada no fim da tarde.
Na Zona Noroeste, ruas ficaram parcialmente alagadas, por conta da elevação da maré a 1,84 metro. Não houve interdições. De acordo com Onias, devido à fraca intensidade da chuva, não devem ocorrer maiores transtornos. Nas duas regiões citadas, há monitoramento por equipes da Defesa Civil, da CET e da Guarda Municipal.
De acordo com a Marinha, devido às condições do mar, o canal do Porto de Santos foi fechado por volta das 8h, ou seja, nenhum navio saía ou entrava no cais santista. A situação só foi regularizada, e o canal reaberto, no início da noite. Segundo a Praticagem de Santos, as ondas atingiram 3,78 metros às 7h, considerado número recorde do ano. O Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta já havia previsto ondas com cerca de 2,4 metros e mar agitado associado de ventos intensos na madrugada desta terça.
A força das ondas também fez com que uma boia de sinalização do Porto se desprendesse e encalhasse na praia do bairro Boqueirão, segundo a Marinha, durante a manhã. O dispositivo, usado para orientar os navios na navegação ao cais santista, deve ser retirado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A área foi isolada. Uma nova boia foi colocada no trecho durante a tarde.
Segundo a Dersa, a travessia de balsas entre Santos e Guarujá operou com restrições e de forma mais lenta em razão da força e altura da maré, que dificultavam as manobras de atracação das embarcações. Em razão disso, por questões de segurança, algumas embarcações aguardaram as condições melhorarem para operar.
Segundo a Defesa Civil de Santos, o mar deve continuar agitado pelo menos até às 21h desta terça-feira, e de forma moderada até quinta-feira pela manhã.
Tempo
A Base Aérea registrou máxima de 19,5°C à 0h16 e a mínima de 14,6°C às 6h30, em Guarujá. De acordo com a Estação Meteorológica da ONG Amigos da Água, que fica na Vila Belmiro, em Santos, por volta das 5h10, a temperatura era de 17,4°C, porém, a sensação térmica, devido às rajadas de vento, era de 10°C.
Ainda de acordo com a ONG Amigos da Água, rajadas de vento Oeste/Sudoeste com velocidades de 48 km/h foram registradas na madrugada. Nas áreas de orla, como no bairro Boqueirão, as rajadas foram mais intensas, com picos de 70 km/h.