Apesar de redução de preço por Petrobras, greve de caminhoneiros tem 4º dia de protestos com fila nos postos e bloqueios

Fonte: O Globo (24 de maio de 2018)

RIO — Apesar da decisão da Petrobras de reduzir o preço do diesel em 10% e congelar a tarifa por 15 dias, a greve de caminhoneiros chegou ao quarto dia, nesta quinta-feira, com bloqueios em pelo menos seis estados e falta de combustível nos postos. Naqueles em que ainda há gasolina, etanol e diesel, são formadas grandes filas. A escassez de combustível provocou também a diminuição da frota de ônibus e feiras e supermercados enfrentam falta de produtos frescos, especialmente verduras, por causa da dificuldade da chegada de caminhões para reabastecimento.
No Rio de Janeiro, o BRT está circulando com apenas 50% de sua frota e as estações do BRT que ficam entre o Fundão e Madureira, na Zona Norte do Rio, e no eixo da Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande, na Zona Oeste, estão fechadas.
 
Passageiros de ônibus comuns no Rio também enfrentam dificuldades para circular. Estimativa da Fretranspor é que apenas 30% dos ônibus do Rio circulem nesta quinta-feira.
 
Em São Paulo, há bloqueios em rodovias e mudanças no trânsito da cidade. A Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos para esta quarta-feira. Em nota, a Prefeitura afirmou que apenas 60% da frota de ônibus irá circular em razão da escassez de combustível. No entanto, segundo a Secretaria de Transportes da cidade, 97% da frota está nas ruas.
 
Nas estradas, há protestos em São Paulo, Rio, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, a Polícia Rodoviária Federal informa que há manifestações em sete rodovias.
 
Na Dutra, o trecho perto de Seropédica tem apenas uma faixa liberada para o fluxo de carros de passeios, em ambos os sentidos. Em Barra Mansa, no km 269, há manifestantes no acostamento, no sentido São Paulo, e o trânsito é lento. Na Rio-Teresópolis, há caminhões no acostamento no km 54. Em Guapimirim, no km 104 no sentido Rio, só tem uma faixa liberada.