Sudeste e Sul aumentam participação no PIB; Nordeste e Centro-Oeste perdem, diz IBGE

Fonte: Valor Econômico (17 de novembro de 2023)

Região Sudeste ampliou sua fatia no Produto Interno Bruto (PIB) de 51,9% em 2020, para 52,3% em 2021, intensificando sua posição na liderança, com mais da metade da economia brasileira

As regiões Sudeste e Sul ganharam participação na economia brasileira entre 2020 e 2021, enquanto Nordeste e Centro-Oeste perderam espaço, mostram os dados das Contas Regionais 2021, divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A região Sudeste ampliou sua fatia no Produto Interno Bruto (PIB) de 51,9% em 2020, para 52,3% em 2021, intensificando sua posição na liderança, com mais da metade da economia brasileira. Já a região Sul passou de 17,2% para 17,3% do total nacional, em igual comparação.

Por outro lado, o Nordeste reduziu sua participação de 14,2% em 2020 para 13,8% em 2021, movimento de redução que ocorreu também no Centro-Oeste, que caiu de 10,4% para 10,3%, respectivamente. A Região Norte manteve sua participação em 6,3%.

Na Região Sudeste, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro ganharam participação no período, devido ao aumento de preço nas indústrias extrativas. Já São Paulo perdeu 1 ponto percentual (31,2% para 30,2%), influenciado pelas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, além da agropecuária e administração, defesa, saúde públicas e seguridade social.

No Sul, os ganhos do Rio Grande do Sul (6,2% para 6,5%) e de Santa Catarina (4,6% para 4,8%) responderam pelo avanço da região, pois o Paraná perdeu 0,3 ponto percentual, de 6,4% para 6,1%.

No caso do Nordeste, a redução na participação é explicada pelo recuo em oito dos nove estados da região, com exceção de Alagoas.

DF puxou perda do Centro-Oeste
Já a perda de participação da Região Centro-Oeste foi influenciada pelo Distrito Federal, de 3,5% para 3,2%. Mato Grosso e Goiás, por sua vez, tiveram aumento na representatividade na economia brasileira. O Mato Grosso passou de 2,3% em 2020 para 2,6% em 2021, enquanto Goiás avançou de 2,9% para 3%.

A Região Norte manteve sua participação de 6,3% em relação ao PIB do Brasil e apenas Rondônia e Pará apresentaram oscilações. Rondônia perdeu 0,1 ponto percentual, enquanto o Pará ganhou 0,1 ponto percentual, com desempenho favorecido pelo aumento em preço do minério de ferro.