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Mais emprego no Porto de Santos

Fonte: A Tribuna (31 de julho de 2019)

Apesar de 2019 ainda ser difícil para as empresas do Porto de Santos e consequentemente para os trabalhadores, o próximo ano poderá ser um pouco mais atraente no campo da geração de vagas, segundo especialistas em Recursos Humanos (RH) entrevistados por A Tribuna. Entretanto, o segmento aponta falhas na capacitação dos profissionais da região. A começar pela falta de domínio do inglês, idioma que há tempos é exigido nos ramos que têm relações com o exterior. Além de uma boa faculdade, os candidatos também precisam buscar a qualificação nas áreas com as quais têm mais afinidade. Portanto, não basta apelar para a sorte. É preciso ter foco e se planejar para enfrentar a concorrência.
 
A expectativa de expansão do mercado de trabalho, inclusive o portuário, está associada às previsões da aceleração da economia no próximo ano. Enquanto 2019 é considerado quase perdido, com avanço neste momento projetado em 0,8% por economistas do governo, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos bancos privados, para 2020 já se fala em crescimento de mais de 2%. Se comparado com o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de chineses e indianos, acima de 6%, o desempenho brasileiro é considerado irrisório. Mas significará mais que o dobro do que deve ser verificado este ano.
 
A aposta no próximo ano está apoiada na aprovação da reforma da Previdência, que depende da segunda sessão na Câmara e de dois turnos no Senado, com previsão de conclusão em setembro. A Nova Previdência é dada como certa, inclusive com poucas alterações, permitindo uma economia que dará certa tranquilidade na redução dos custos públicos durante uma década. Essa contenção de despesas implica menor necessidade de empréstimos pelo governo e continuidade dos juros baixos. Isso estimula o consumo das famílias e o investimento das empresas, dois processos simultâneos necessários para derrubar o desemprego. Falta ainda reduzir a epidemia do endividamento, dando mais segurança para os brasileiros planejarem seu futuro.
 
Este é o Brasil que se espera e pelo qual o Governo Jair Bolsonaro precisa se concentrar para dar certo. Porém, continua persistindo o Brasil real que está por trás das deficiências dos candidatos a vagas de emprego que as profissionais de Recursos Humanos apontam na região. Isso é reflexo da má qualidade do ensino e da falta de programas amplos de qualificação profissional.
 
O Porto de Santos reduziu consideravelmente sua necessidade por mão de obra, resultado da modernização. Mas os negócios do comércio exterior, assim como outros setores da economia, vivem um choque de novas tecnologias. Muitas funções vão desaparecer, porém outras já começam a surgir. O mercado vai necessitar de habilidades específicas e quem percebê-las terá mais oportunidades.