E se o Brasil fosse definido em 50 alimentos? Embrapa fez livro sobre o tema
Fonte: Globo Rural (06 de novembro de 2023)

O livro “O Brasil em 50 alimentos”, lançado em abril de 2023 como forma de comemorar os 50 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está entre os conteúdos mais acessados no site da empresa.
A publicação lista os 50 alimentos com maior relevância econômica e social no país, está disponível para download gratuito no Portal da Embrapa e já conta com 12.065 acessos.
Os alimentos foram escolhidos por sua significância econômica e social, bem como pela influência da pesquisa científica brasileira em seu desenvolvimento., diz a estatal.
Os 50 alimentos que representam o país são:
- Abacate
- Abacaxi
- Açaí
- Alface
- Alho
- Amendoim
- Arroz
- Azeite de oliva
- Banana
- Batata
- Batata-doce
- Cacau
- Café
- Caju
- Camarão
- Carne bovina
- Carne caprina e ovina
- Carne de frango
- Carne suína
- Castanha-do-brasil
- Cebola
- Cenoura
- Cevada
- Cupuaçu
- Erva-mate
- Feijão
- Girassol
- Goiaba
- Guaraná
- Laranja
- Leite de cabra
- Leite de vaca
- Limão
- Maçã
- Mamão
- Mandioca
- Manga
- Maracujá
- Mel
- Melão
- Milho
- Morango
- Ovos
- Peixe
- Pimenta-do-reino
- Soja
- Sorgo
- Tomate
- Trigo
- Uva
Alguns deles são mais comuns em determinadas regiões. Veja alguns:
Carnes ovina e caprina
Com a popularidade de programas de culinária nos últimos anos, a carne de cabra e de ovelha ganhou o status de carnes consideradas nobres.
Contém baixo valor calórico, é rica em vitaminas e minerais como B12, B3, selênio, fósforo e zinco, são excelentes fontes de proteínas e podem ser suculentas e macias.
Este alimento está cada vez mais presente nos restaurantes e boutiques especializadas, mas antes dos famosos chefes de cozinha, há 50 anos, as carnes ovina e caprina eram comuns para autoconsumo de populações em zonas rurais no Nordeste do país, descreve o livro
Cupuaçu
Segundo o livro, é fácil de reconhecê-lo por conta da pilosidade de sua casca que produz sensações ao tato e sua polpa esbranquiçada que recobre as sementes.
Típico da Amazônia brasileira, o cupuaçu é um fruto inconfundível ao paladar de quem já experimentou o alimento.
O sabor e aroma levaram o sorvete feito com cupuaçu ao ranking dos melhores sorvetes do Brasil, e depois do mundo, em competições nacionais e internacionais, conta a publicação.
O alimento ainda contém, amêndoas que são ricas em antioxidantes e podem ser transformadas em “cupulate”, o chocolate feito de cupuaçu.
Cacau
Por falar em chocolate, não podia faltar na lista o maior responsável pela produção do doce. O cacau tem uma receita anual na casa de R$ 4 bilhões, sendo Bahia e Pará os maiores produtores.
O cacau, que também é originário da região amazônica, se destaca por suas sementes. Elas são fermentadas, secas e processadas para extrair o cacau em pó e a manteiga de cacau, ingredientes essenciais na fabricação de chocolates e outros produtos de confeitaria.
A Embrapa contou com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculado ao Ministério da Agricultura para a elaboração do livro.
Em 1962 essa comissão foi responsável por iniciar as pesquisas básicas para o aperfeiçoamento da produção de cacau.
Aprimoraram a identificação dos solos apropriados para a fruta, a quantidade necessária de adubação das lavouras, o manejo do sombreamento e o controle de pragas.
Erva-mate
Os gaúchos concordam com o livro na escolha de colocar a erva-mate como um dos 50 alimentos mais importantes para o país.
Ao longo da história, a erva utilizada nos chimarrões desempenhou um papel crucial na economia de várias cidades do Sul do Brasil.
Atualmente, ela é o principal produto não relacionado à madeira na indústria florestal. A Embrapa estima que a cadeia produtiva envolve 40 mil propriedades rurais e gere mais de 600 mil postos de trabalho na região Sul brasileira.
A erva-mate desperta o interesse da indústria por conter mais de 200 compostos como cafeína, teobromina, saponinas e outras propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, afirma o livro da empresa.
Cevada
Responsável pela fabricação do malte, ingrediente presente na cerveja e outros destilados, a cevada vem sendo cultivada pelo homem há cerca de 10 mil anos, indicam evidências arqueológicas.
No Brasil, o cultivo da cevada está concentrado na região Sul, e apenas para finalidade de malteação, tendo demanda para esta produção quase 600.000 toneladas.
Entretanto, em contexto mundial, o maior uso do cereal é na alimentação animal. Seja como forragem verde, feno, silagem ou grãos na fabricação de rações, cerca de 75% é para esta finalidade e apenas 17% é transformado em malte, afirma o portal da Embrapa.