CMA CGM celebrou a entrega do primeiro ULCV – de 23 mil TEU – movido a GNL
Fonte: Revista Cargo (26 de setembro de 2019)
A transportadora marítima francesa CMA CGM lançou nos mares o seu primeiro navio porta-contentores de 23 mil TEU, alimentado a gás natural liquefeito (GNL). Este Ultra Large Containership Vessel (ULCV) é o primeiro de uma série de inovadores navios que materializam a aposta da operadora marítima na sustentabilidade ambiental, à luz da nova regulamentação da IMO, que entra em vigor a dia 1 de Janeiro de 2020.
CMA CGM aposta no GNL para respeitar legislação da IMO
Através de um comunicado publicado na rede social Twitter, o presidente e CEO da CMA CGM, Rudolphe Saade, enalteceu a chegada do novo ULCV, intitulado ‘Jacques Saade’: Com o lançamento do primeiro navio de 23.000 TEU movido a gás natural liquefeito, demonstramos que a transição energética pode ser efetivamente bem-sucedida na nossa indústria, se todos os participantes trabalharem juntos, escreveu Saade.
Na visão do líder da transportadora marítima de contentores, este passo abre o caminho para uma abordagem global do transporte marítimo, em que o crescimento econômico e a competitividade podem coexistir com a sustentabilidade e a luta contra as mudanças climáticas. Na antecâmara da entrada em vigor de um novo paradigma de sustentabilidade no sector, a CMA CGM vinca assim a sua aposta nas potencialidades do GNL.
Para respeitar a nova legislação da IMO (relativa à quantidade de enxofre presente no combustível utilizado pelos navios, que baixou para os 0,5%) a CMA CGM apostou fortemente nas virtudes do GNL, encomendando nove navios, cada um munido com uma capacidade de 23 mil TEU: todos os navios serão implantados no comércio da Ásia-Europa, adiantou a companhia marítima recentemente.
Na semana passada, Mathieu Girardin, vice-presidente da CMA CGM, reforçou a aposta da companhia no GNL, dizendo, na conferência Global Liner Shipping Asia, realizada em Singapura, que o GNL é, para a transportadora, a energia do futuro para o transporte marítimo.