Plano de investimentos e expansão do Porto de Santos são debatidos em reunião na Fiesp
Fonte: FIESP (15 de agosto de 2024)
Presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, discorreu sobre os investimentos que estão sendo realizados, como o túnel que ligará Santos a Guarujá, uma obra de R$ 6 bilhões
O Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp debateu na terça-feira (13/8), os investimentos, a expansão e a eficiência do Porto de Santos. O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, foi o convidado para expor os projetos considerados estratégicos para o modal portuário.
Para o vice-presidente do Coinfra e diretor titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Julio Ramundo, esse debate é muito importante para a indústria de São Paulo. “Esse diálogo transparente e franco em benefício da melhoria da logística do Porto de Santos é essencial”, disse.
O túnel Santos-Guarujá é o principal empreendimento e a maior obra prevista no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A implantação do túnel, o primeiro imerso da América Latina, deve ter investimentos de R$ 6 bilhões e contará com aportes de 50% do governo federal e 50% do governo de São Paulo. A obra terá 860 metros entre as margens (incluindo embocaduras) e ficará sob o fundo do canal a uma profundidade de 21 metros.
O empreendimento servirá a pedestres, ciclistas, caminhões com cargas não inflamáveis e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Serão atendidas mais de 5 milhões de pessoas, incluindo os 1,6 milhão de habitantes da Baixada Santista, além de mais de 4 milhões de turistas que anualmente visitam o litoral de São Paulo.
Pomini disse que a determinação do governo federal é para que o Porto de Santos retome obras de infraestrutura, se expanda e tenha eficiência. Com isso, a primeira etapa das obras de revitalização e desenvolvimento turístico do parque Valongo, no centro histórico de Santos, foi entregue em julho deste ano.
A próxima etapa do processo de revitalização deve incluir a transferência do terminal Marítimo de Passageiros do cais para o Valongo. Além de obras de dragagens, de aprofundamento do canal de acesso e de aprofundamento dos berços. A previsão é que essa segunda etapa seja finalizada em até três anos.
A concessão do canal de acesso, em modelo Parceria Público Privada (PPP), com dragagem de aprofundamento para 17 metros, também está no plano para os próximos quatro anos. “Essa expansão possibilitará o atracamento de navios de maior capacidade no Porto, o que é vantajoso para a competitividade portuária”, avaliou Pomini.
Em relação ao acesso portuário, está prevista a construção de viadutos na Avenida Perimetral da Margem Direita, no bairro da Alemoa, e na Margem Esquerda, em Guarujá.
Segundo Pomini, o gargalo logístico na Margem Direita, no bairro da Alemoa, se dá pela existência de uma única pista para o escoamento de produtos do interior do Brasil para o Porto de Santos e vice-versa.
“Quando a pista foi projetada, há 80 anos, o movimento no Porto era de quatro milhões de toneladas. Com a mesma pista, nós movimentamos 174 milhões de toneladas em 2023”, acentuou Pomini.
O plano estratégico do Porto de Santos prevê R$ 12,6 bilhões em investimento públicos e PPPs e R$ 8,68 bilhões em investimentos privados entre 2024 e 2028.
“O Porto de Santos é absolutamente essencial para a segurança alimentar e a segurança nacional. É estratégico para o Hemisfério Sul e principalmente para o Brasil”, finalizou Pomini.