Coreia do Sul habilita Brasil para exportação de farinhas e gorduras de aves
Fonte: Globo Rural (09 de abril de 2024)
Com o anúncio, o Brasil atinge 26 novas aberturas de mercados somente neste ano

A Coreia do Sul aprovou nesta terça-feira (9/4) a exportação de farinhas e gordura de aves brasileiras ao país asiático, conforme anúncio do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, realizado durante evento em São Paulo. A habilitação é válida para todas as empresas nacionais do setor.
“Isso possibilita que o Brasil possa exportar esse subproduto para a produção de rações na Coreia do Sul, que é um mercado muito exigente e balizador para toda a região da Ásia”, acrescentou Perosa ao Valor/Globo Rural.
Com o anúncio, o Brasil atinge 26 novas aberturas de mercados somente neste ano. “Nós anunciamos 105 aberturas desde o início da nossa gestão. Praticamente toda semana vamos ter uma abertura porque são muitas negociações em andamento”, disse.
A expectativa do secretário que acaba de voltar de uma viagem ao continente asiático é que novas habilitações sejam anunciadas pelas autoridades de lá em breve.
China
Especificamente sobre a China, maior compradora de diversos produtos agropecuários brasileiros, Perosa ressaltou a habilitação obtida na véspera, de sete estabelecimentos para exportação de soro fetal bovino, um componente utilizado no cultivo de células em laboratório que deve contribuir para avanços na pesquisa biomédica e na produção local de vacinas e medicamentos.
Há também a perspectiva de habilitar ainda neste ano os frigoríficos do Brasil que ficaram de fora da última rodada chinesa de aprovações para embarques das carnes bovina, suína e de frango ao país.
“Estamos preparando a documentação. Existem algumas correções a serem feitas pelas empresas, para que elas possam estar aptas para habilitação a partir do segundo semestre”, afirmou o secretário.
Perosa também comentou que uma missão brasileira estará na China a partir do dia 15 deste mês, para fazer negociações prévias para um evento programado para junho que vai tratar sobre os protocolos existentes em casos atípicos da doença encefalopatia espongiforme bovina (BSE, na sigla em inglês), popularmente conhecida como mal da vaca louca.
Atualmente, quando um caso atípico é detectado, as exportações de carne bovina de todo o Brasil para a China são suspensas, até que a autoridade chinesa retire o embargo. No entanto, este tipo de doença não oferece risco ao rebanho, nem à saúde humana, por isso o governo brasileiro está em busca de uma alteração no protocolo para que a suspensão seja válida apenas para o Estado em que o caso ocorreu, ou somente em casos clássicos da doença.
“Acredito que nesta data (junho) nós teremos uma resposta positiva”, estimou Perosa.