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Estudo aponta que uma a cada 45 pessoas já foi infectada por Covid-19 na Baixada Santista


Fonte: G1 (20 de maio de 2020 )
Testes rápidos foram realizados entre 13 e 15 de maio — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

A segunda fase do estudo epidemiológico para identificar o nível de circulação do novo coronavírus nas nove cidades da Baixada Santista apontou que uma a cada 45 pessoas já teve contato com a Covid-19 na região. O resultado dessa etapa da pesquisa foi divulgado nesta terça-feira (19), e estima que 40.608 habitantes já foram infectados pela doença.

 

A pesquisa é dividida em quatro fases, nas quais serão aplicados cerca de 10 mil testes rápidos que detectam o desenvolvimento de anticorpos. Os resultados servirão como base científica para que as cidades determinem novas medidas de combate à doença, além da retomada do comércio.

 

Na primeira fase, foram realizados 2.343 testes em moradores da região, sendo que 33 desses testes acusaram positivo para o novo coronavírus. Esses dados apontaram que havia um infectado para cada 69 habitantes da Baixada Santista. Já nessa nova fase, foram testadas 2.432 pessoas, entre os dias 13 e 15 de maio, sendo que 54 delas testaram positivo para a doença.

 

A partir do resultado, é feito um cálculo, similar ao de uma pesquisa eleitoral, levando em consideração a quantidade populacional da região, para estimar o total de infectados, e os casos notificados. Dessa forma, 2,2% da população já tiveram contato com o novo coronavírus e, portanto, possuem anticorpos.

 

“O que mais chamou a atenção nesses dados foi que dois municípios tiveram um aumento mais surpreendente, Guarujá e São Vicente. Guarujá foi de 1,8 para quase 5 de prevalência da doença. E São Vicente foi de 5,6 para 6,8. Foram as duas cidades que mais afrouxaram a questão do isolamento social, mostrando, de alguma maneira, a importância do isolamento de uma maneira adequada”, explica o médico Marcos Caseiro, doutor em Infectologia e mestre em Saúde Preventiva, que comanda o estudo.

 

Além disso, durante a pesquisa, foi constatado que a cada registro oficial da doença, outros dez não são notificados aos órgãos públicos de saúde. “Eu não diria que estamos em estado crítico, mas estamos em uma fase clara de aceleração. Muitos casos de UTI, caminhando para o esgotamento de vagas, isso eu não tenho dúvidas”, afirma Caseiro.

 

Outro dado levantado durante as análises foi a letalidade da doença. Enquanto os dados oficiais apontam uma taxa de letalidade de 6,3% na Baixada Santista, no estudo, que aponta um número maior de pessoas com anticorpos da doença, o índice cai para 0,48%.

 

Apesar disso, os resultados ainda não permitem afrouxar o isolamento social neste momento, já que, por meio de curvas de incidência da doença, o pico deve ocorrer a partir do dia 7 de junho. “Se tivesse feito o isolamento de uma maneira rigorosa e profunda, você conseguiria quebrar a cadeia de transmissão, porque as pessoas não iam ter contato com quem pegou o vírus, e não iam se contaminar. As pessoas não conseguem entender isso”, finaliza Caseiro.


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