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BB tem lucro ajustado 20,3% maior no 4º trimestre de 2019, de R$ 4,6 bi


Fonte: Valor Econômico (13 de fevereiro de 2020 )

 

O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre de 2019, resultado 20,3% superior ao obtido pela instituição no mesmo período do ano anterior. Ante o terceiro trimestre, o crescimento foi de 1,8%. O resultado ficou levemente acima da previsão dos analistas ouvidos pelo Valor, de R$ 4,576 bilhões no período.

 

O lucro líquido contábil somou R$ 5,694 bilhões entre outubro e dezembro de 2019, alta anual de 49,7%, com impacto positivo de R$ 1,069 bilhão de itens extraordinários. O aumento de 15% para 20% na alíquota da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) teve um impacto positivo de R$ 4,973 bilhões no seu resultado do período em função da ativação de créditos tributários referentes a períodos anteriores.

 

Em contrapartida, o BB explica que foi constituída provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) prudencial extraordinária de R$ 2,93 bilhões, além de provisão extraordinária com demandas contingentes de R$ 2,19 bilhões e provisões oriundas de ações judiciais referentes aos planos econômicos de R$ 1,27 bilhão.

 

No ano fechado de 2019, o BB teve lucro ajustado de R$ 17,848 bilhões, com avanço de 32,1%.

 

A margem financeira bruta cresceu 11,6% na comparação anual, para R$ 14,024 bilhões no quarto trimestre. Na margem, avançou 5,8%. Enquanto isso, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) atingiram R$ 2,999 bilhões, com queda de 5,3% no ano e baixa de 9,6% no trimestre.

 

O BB indicou ainda que obteve R$ 7,508 bilhões em receitas de prestação de serviços no trimestre final de 2019, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2018. Na comparação com o terceiro trimestre, o crescimento foi de 0,6%.

 

As receitas de conta corrente aumentaram 7,1% na comparação anual, para R$ 2,037 bilhões. O banco atribuiu a alta à expansão da base de clientes no varejo e à sua estratégia de segmentação.

 

Rendas de administração de fundos, de mercado de capitais, e de seguros, previdência e capitalização também cresceram, enquanto a receita de cartões de crédito e débito encolheu, assim como a decorrente de operações de crédito e garantias.

 

O BB gerou retorno sobre o patrimônio líquido (mercado) de 17,7% no último trimestre de 2019, após 18,0% no terceiro trimestre e 15,4% no mesmo período do calendário anterior.

 

Inadimplência

O índice de inadimplência do BB foi de 3,27% no quarto trimestre de 2019, ante 3,47% no terceiro e 2,53% no quarto trimestre de 2018. Segundo o banco, excluindo um caso específico, a inadimplência teria sido de 2,54% no quarto trimestre de 2019.

 

Em pessoa física, a inadimplência foi de 3,41% nos três últimos meses de 2019, de 3,52% no terceiro e 3,08% no quarto trimestre de 2018. Na divisão por linhas, as maiores taxas de inadimplência são em CDC salário (4,48%), cartão de crédito (3,08%) e financiamento imobiliário (2,79%).

 

Em pessoa jurídica, a taxa foi de 3,37% no quarto trimestre, de 3,97% no terceiro trimestre e 3,68% no quarto trimestre de 2018. Sem o caso específico, a taxa teria ficado em 2,49% no período mais recente. Na divisão por linhas, a inadimplência foi de 2,39% em investimento, 1,72% em capital de giro e 0,67% em recebíveis.

 

Em agronegócio, a inadimplência foi de 3,42% no quarto trimestre, de 3,27% no terceiro e 1,53% no quarto trimestre do ano anterior. Aqui também, porém, há um caso específico que afeta o indicador geral. Sem esse caso, a taxa teria sido de 1,85% no período de outubro a dezembro de 2019. Na divisão por linhas, a taxa foi de 3,59% em Pronaf, 2,68% em Pronamp e 1,78% em BNDES/Finame Rural.

 

A inadimplência de curto prazo do BB (menos de 90 dias) ficou em 2,09% no trimestre final de 2019, de 2% nos três meses anteriores e 1,78% no quarto trimestre de 2018.

 

Carteira

A carteira de crédito ampliada do BB somou R$ 680,727 bilhões em dezembro de 2019, com queda de 0,9% em relação a setembro e baixa de 2,6% na comparação com dezembro de 2018.

 

A carteira para pessoa física teve alta de 8,9% na comparação anual, a R$ 215 bilhões. Para pessoa jurídica, houve queda de 10,9%, a R$ 247,1 bilhões. Em agronegócio, a retração foi de 1,0%, a R$ 183,5 bilhões. Já a carteira externa encolheu 16%, a R$ 35,1 bilhões.

 

Segundo o BB, o crédito para pessoa física foi impulsionado pelo consignado e empréstimo pessoal. Já no caso da pessoa jurídica, a contração se deve principalmente ao volume de amortizações no segmento de grandes empresas. Em micro e pequenas, houve alta de 8,5% na comparação anual.

 

A inadimplência do banco foi de 3,27% no último trimestre de 2019, ante 3,47% nos três meses anteriores e 2,53% no quarto trimestre de 2018. Segundo o banco, excluindo um caso específico, a inadimplência teria sido de 2,54% no trimestre final de 2019.

 

O índice de cobertura ficou em 196,1% nos três meses até dezembro, de 168,6% no terceiro e 211,6% no quarto trimestre de 2018.

 

Projeções

O BB prevê alcançar lucro líquido ajustado de R$ 18,5 bilhões a R$ 20,5 bilhões e 2020, depois de ter obtido um resultado de R$ 17,8 bilhões no ano anterior.

 

A expectativa do banco, apresentada nesta quinta-feira, é voltar a crescer no crédito neste ano. A projeção para a carteira doméstica orgânica é de expansão entre 5,5% e 8,5%no período. Pelos mesmos critérios, o portfólio do BB encolheu 1,6% em 2019. O guidance leva em conta a carteira doméstica orgânica acrescida de títulos e valores mobiliários e garantias prestadas. Ficam de fora operações com o governo.

 

O estoque de empréstimos e financiamentos ao varejo vai aumentar entre 10% e 13% neste ano, segundo estimativa do BB. A projeção inclui pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas.

 

A carteira de atacado, composta por operações com empresas que faturam a partir de R$ 200 milhões por ano, terá expansão de 2% a 5% em 2020. Entram nessa conta também empréstimos a grandes clientes do setor agroindustrial.

 

para crédito rural, a estimativa do BB é de crescimento de 1% a 4% no estoque de operações em 2020. Com isso, a expectativa é de um ano um pouco mais forte que o último, quando o saldo da carteira aumentou apenas 0,6%.

 

Até 2019, o guidance do banco para a carteira de crédito se dividia em pessoas físicas, pessoas jurídicas e rural. De acordo com o BB, a formatação adotada a partir de agora tem “como objetivo alinhar os novos indicadores à estratégia corporativa, bem como destacar o foco do banco nos negócios de crédito varejo”.

 

O guidance também sugere um ritmo mais fraco de crescimento para a margem financeira bruta, que ficará entre 2% e 5% em 2020. No ano passado, a alta foi de 6,4%. A partir de agora, porém, a margem bruta deixa de refletir o “impairment” (baixa contábil) de ativos financeiros, que passam a compor o critério de despesas amplas com provisões para devedores duvidosos (PDD). Estas, por sua vez, tendem a recuar e ficarão, segundo o banco, entre R$ 10 bilhões e R$ 13 bilhões — ou seja, ficarão, na pior das hipóteses, iguais às de 2019.

 

Para as rendas de serviços, a expectativa do BB é que aumentem de 1% a 4% neste ano. Com isso, vão desacelerar em relação a 2019, quando cresceram 6,4%. Nas despesas administrativas, o ano será de crescimento de 2,5% a 4,5% neste ano, depois de terem avançado 2,8% em 2019.

 

Em 2019, o BB ficou dentro do guidance em todos os indicadores divulgados ao mercado.


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