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Café: Brasil exportou 3,2 milhões de sacas em janeiro


Fonte: Globo Rural (12 de fevereiro de 2020 )
Segundo o Cecafé, o café arábica representou 83,2% do volume total de café exportado em janeiro, com 2,7 milhões de sacas embarcadas (Foto: Globo Rural)

 

Os números compilados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que as exportações brasileiras em janeiro atingiram 3,2 milhões de sacas do grão, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume exportado aumentou 5,3% e a receita cambial cresceu 11,7% para US$ 438,14 milhões. O preço médio da saca de café foi de US$ 136,00/saca.

 

Segundo o Cecafé, o café arábica representou 83,2% do volume total de café exportado em janeiro, com 2,7 milhões de sacas embarcadas. O café solúvel representou 9,8% dos embarques no mês, com 315,3 mil sacas exportadas, registrando aumento de 28,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já o café conilon (robusta) representou 6,9% de participação nas exportações, equivalente a 223,8 mil sacas. Vale destacar que esta variedade de café também apresentou crescimento, de 48,6%, nas exportações comparando com o volume do café embarcado em janeiro de 2019.

 

DESTINOS

 

O balanço de janeiro indica que os Estados Unidos e a Alemanha foram os que mais importaram o café brasileiro: respectivamente, 617,9 mil e 617,1 mil sacas (19,2% das exportações no mês para cada país). Na sequência, os países que mais importaram o produto foram Itália, com 259,6 mil sacas (8,1% das exportações); Japão, com 192,9 mil sacas (6%); Bélgica, com 150,1 mil sacas (4,7%); Federação Russa, com 121,3 mil sacas (3,8%); Turquia, com 94,3 mil sacas (2,9%); Canadá, com 83,4 mil sacas (2,6%); Suécia, com 76,7 mil sacas (2,4%); e Coréia do Sul, com 67,5 mil sacas (2,1%).

 

Desses principais destinos de café brasileiro, a Suécia e a Federação Russa se destacaram por registrar os maiores crescimentos na importação de café comparando-se janeiro deste ano com o mesmo mês do ano passado.

 

A Suécia apresentou crescimento de 96,5% na importação do produto, enquanto que a Federação Russa importou 64,7% a mais comparado a janeiro de 2019. Coreia do Sul e Canadá também apresentaram crescimento no consumo de café, de 14,9% e 11,8%, respectivamente, na mesma base comparativa. Esta é a primeira vez que a Correio do Sul entra no rol dos 10 principais importadores de café brasileiro.

 

Também se destacam no mês as exportações para os países do BRICS, que registraram aumento de 79% (165,8 mil sacas), Leste Europeu, +55,4% (180,9 mil sacas) e Países Árabes, com +29,1% (121,7 mil sacas).

 

Os embarques para os países produtores, por sua vez, também registraram crescimento, de 24,4%, com 120,4 mil sacas embarcadas no mês, destacando-se as compras de café verde do México e da Colômbia, que resultaram na participação entre os produtores, importadores do café verde, de 52,5% e 34,1%, respectivamente.

 

DIFERENCIADOS

 

Em janeiro, o Brasil exportou 628,9 mil sacas de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) que representaram 19,5% do total embarcado no mês. A receita cambial dessa modalidade foi de US$ 108,2 milhões, correspondendo a 24,7% do total gerado com os valores da exportação de café, enquanto que o preço médio ficou em US$ 172,09.

 

Os 10 maiores países importadores de cafés diferenciados representaram 73,9% dos embarques com diferenciação em janeiro. Os Estados Unidos seguem sendo o país que mais recebe cafés diferenciados do Brasil, com 115,1 mil sacas exportadas (equivalente a 18,3% de participação nas exportações da modalidade).

 

A Alemanha ficou em segundo lugar, com 69,1 mil sacas (11%), seguida pelo Japão, com 65,9 mil (10,5%), Itália, com 50,9 mil (8,1%), Bélgica, com 49,8 mil (7,9%), Reino Unido, com 25,9 mil (4,1%), Suécia, com 23,4 mil (3,7%), Coreia do Sul, com 22,5 mil (3,6%), Canadá, com 22,4 mil (3,6%) e Federação Russa, com 19,9 mil sacas (3,2%).

 

Ano-Safra 2019/20

 

Nos sete primeiros meses do Ano-Safra 2019/2020 (julho/19 a janeiro/20), o Brasil exportou 23,5 milhões de sacas de café, com destaque para o crescimento de 19,6% nas exportações de café robusta na mesma base comparativa da safra anterior. A receita cambial com as exportações do período até agora foi de US$ 2,9 bilhões e o preço médio ficou em US$ 126,84.

 

O Porto de Santos ocupa a liderança como via de escoamento do café em janeiro deste ano, com 83,2% de participação (2,7 milhões de sacas embarcadas por ele). Os portos do Rio de Janeiro figuram o segundo lugar, com 11,7% de participação (377,2 mil de sacas embarcadas por eles).


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