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Empresa inclusiva depende de liderança e colegas engajados, segundo pesquisa


Fonte: Valor Econômico (16 de janeiro de 2020 )

Para que uma empresa seja realmente inclusiva, só uma liderança preparada para lidar com o diferente (raças, gênero e crenças) não basta. É preciso ter colegas capazes de tratar os outros profissionais de forma justa e não discriminatória. É o que diz uma pesquisa realizada pelo Vagas.com e que entrevistou mais de 2,6 mil profissionais. Liderança e colegas engajados foram os aspectos citados por mais de 70% dos entrevistados como os mais importantes para promover a diversidade – ficando à frente de promoções, ações de incentivo e infraestrutura da empresa.

 

Os entrevistados são profissionais cadastrados na base do Vagas.com. Cerca de um terço possui formação superior completa, 24% estão cursando a faculdade e 14% possuem pós-graduação. Com média de idade de 32 anos, mais da metade deles é negro. Um dos objetivos da pesquisa foi entender, sob a perspectiva dos funcionários, se a busca de uma empresa por diversidade é importante. Mais de 85% dos respondentes acreditam que é – sendo que 55% indicaram a opção “muito importante”.

 

Entre as justificativas citadas, estão: “porque é justo” (46%), “gosto de trabalhar com empresas que valorizam a diversidade” (41%), “é importante para ter pluralidade de ideias (33%)”, “faz parte das minhas crenças e valores (32%)”, “porque já sofri preconceito e discriminação (16%)” e “gosto de trabalhar ao lado de pessoas com as quais me sinto representado (15%)”.

 

A pesquisa mostra, porém, que o modo de promover essa diversidade não é unânime. Cerca de 70% dos entrevistados concordam plenamente que as empresas devem ter programas de diversidade, mas o restante não tem tanta certeza, mantêm-se neutro ou discorda dessa premissa. O número de discordantes é maior quando questiona-se a necessidade de ações afirmativas (conjunto de medidas especiais voltadas a grupos discriminados ou minoritários) – 12% discordam total ou parcialmente, 11% não concorda nem discorda e 5% não sabe dizer.

 

“Talvez já exista uma percepção das pessoas de que só um programa de diversidade não é suficiente para criar uma empresa inclusiva”, diz Renan Batistela, especialista em treinamento e integrante do grupo de diversidade e inclusão do Vagas.com. “Não basta fazer o programa em um ano ou criar um comitê que tudo está lindo. A diversidade é contínua. Começa no processo seletivo e, depois, uma vez que as pessoas entram é preciso pensar em como recebê-las, até quais ações de promoção e desenvolvimento vão ser realizadas”.

 

Considerando o total de entrevistados, 11% demonstraram indiferença com relação à questão da diversidade ou indicaram que ela é pouco ou nada importante. Entre as justificativas, 3% acreditam que políticas de diversidade não geram justiça social, 2,9% que elas beneficiam um grupo seleto de pessoas, 2,7% que excluem profissionais em detrimento de ou detrimento de outros e 1,4% que é uma questão de marketing.


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