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EUA devem formalizar apoio à entrada do Brasil na OCDE nesta quarta-feira


Fonte: O Globo (15 de janeiro de 2020 )
O presidente Jair Bolsonaro chega ao Palácio da Alvorada no dia 8 de janeiro Foto: SERGIO LIMA

BRASÍLIA –  Após meses de incertezas, os Estados Unidos resolveram se posicionar de forma mais firme em torno da candidatura brasileira a membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os EUA deverão apresentar o Brasil como sua prioridade para fazer parte do organismo durante reunião do conselho da OCDE que acontecerá nesta quarta-feira, em Paris.

 

Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, Washington já informou sua decisão ao governo brasileiro. Também encaminhou uma carta à OCDE, dizendo que quer que o país se torne o próximo país a entrar para o organismo. Isso significa que a situação mudou e, agora, o Brasil passou na frente da Argentina e da Romênia na lista preferencial dos EUA.

 

“O governo brasileiro está trabalhando para alinhar as suas políticas econômicas aos padrões da OCDE, enquanto prioriza a adesão à organização para reforçar as suas reformas políticas”, diz um trecho da nota.

 

Na nota do Departamento de Estado americano, é lembrado o compromisso do presidente Donald Trump, durante uma visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington em março, de apoiar o Brasil. Segundo as autoridades americanas, a promessa está sendo cumprida.

“Nossa decisão de priorizar a candidatura do Brasil agora como o próximo país a iniciar o processo é uma evolução natural de nosso compromisso, reafirmado pelo secretário de Estado [Mike Pompeo] e pelo presidente Trump em outubro de 2019”.

 

Na ocasião em outubro, o Departamento de Estado americano defendeu formalmente o ingresso da Argentina e da Romênia como membros da OCDE em uma carta, sem mencionar o Brasil. A repercussão negativa do episódio levou o próprio Trump a tuitar que o compromisso permanecia mantido.

 

A priorização do Brasil pode ter sido ajudada pelo fato de o novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, ainda não ter deixado claro o que espera em relação à OCDE. Fernández, de centro-esquerda, promoveu uma mudança na orientação econômica do país, antes governado pelo liberal Mauricio Macri. Essa mudança, acredita um técnico, acabou contribuindo para que os brasileiros “furassem a fila”.

 

Em sua coluna publicada nesta terça-feira pela revista Época, o cientista político e professor da Universidade Harvard, Hussein Kalout, antecipou que os EUA estão prontos a fazer esse gesto. De acordo com ele, a medida teria como fim  recompensar as diversas concessões feitas pelo Brasil. O governo brasileiro tem sido alvo de críticas, devido a esse alinhamento com os americanos.

 

Desde o ano passado o país fez concessões aos EUA em diversas questões. Entre alguns exemplos, aumentou a cota de importação de trigo americano, declarou-se a favor do embargo a Cuba e, mais recentemente, divulgou uma nota se posicionando ao lado de Washington no episódio marcado pelo assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária no país.

 

Fontes do governo brasileiro, porém, negaram que esse apoio mais assertivo de Washington seja uma forma de compensar o Brasil.

— O que existe é uma relação estratégica que começou a ser trabalhada desde janeiro de 2019 — argumentou uma fonte, acrescentando que as relações com os americanos seguem os pilares da democracia, do crescimento econômico e da segurança.


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