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Obras de dragagem e melhorias no cais ampliarão capacidade do Porto do Recife


Fonte: Portos e Navios (14 de janeiro de 2020 )

A assinatura de dois Termos de Compromisso, no final de 2019, entre o Governo do Estado e a União, com interveniência da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado e a interveniência executora da Porto do Recife S.A., prometem aumentar a competitividade do Ancoradouro e marcar uma nova etapa nas condições operacionais do Porto.

 

O primeiro Termo de Compromisso foi firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT- e prevê a execução das obras de dragagem do cais acostável, que vai do berço 00 ao 06, o qual será aprofundado para 11m, e do 07 ao 09 para 8m de profundidade, no valor de R$ 24.189.188,34 e com vigência de um ano. De acordo com o Plano de Trabalho as obras devem iniciar em abril de 2020 e serem finalizadas em junho do mesmo ano.

 

O segundo, firmado com o Ministério da Infraestrutura, tem como objeto a execução de obras civis para reforma, melhoria e adequação da infraestrutura operacional dos cais do Porto, que contemplará novo sistema de defensas e cabeços de amarração, recuperação da drenagem, pavimentação e recuperação estrutural dos cais 00 e 01, no valor de R$ 27.336.730,29 e com vigência de um ano. O cronograma do Plano de Trabalho informa que as obras serão iniciadas em maio de 2020 e finalizadas em dezembro deste ano.

 

As licitações das obras serão realizadas pela Porto do Recife S.A., que é a interveniente executora dos Projetos, e devem acontecer entre fevereiro e abril.

 

“A última dragagem realizada no Porto do Recife foi em 2012. Desde 2015 estamos brigando por uma nova dragagem, mas o tema ficava sempre no âmbito das promessas, por parte do Governo Federal. A assinatura dos Termos de Compromisso nos indica que a obra será, de fato, realizada e só temos motivos para comemorar o ano que passou e criar grandes expectativas para 2020, comemora Carlos Vilar.

 

“Em todos esses anos de batalha para que as obras saíssem do papel, o apoio e atuação dos empresários ligados a aérea e dos trabalhadores portuários foram proimordiais, complementa Vilar.

 

“Durante todo o ano de 2019 fizemos um enorme esforço junto ao Governo Federal para destravar esses projetos, foram muitas idas e vindas ao Ministério de Infraestrutura. O trabalho valeu a pena, viabilizou a assinatura dos termos de compromisso. Agora, aguardamos a liberação de recursos para iniciar as obras, que colocarão o Porto do Recife em um outro patamar de competitividade”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento do Estado, Bruno Schwambach

 

BALANÇO 2019 – O Porto do Recife acompanhou o Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e voltou a crescer em 2019. A expectativa era um aumento de 14% na movimentação de cargas, mas o crescimento foi superior e chegou aos 15%, totalizando uma movimentação de 1.412.426 toneladas de cargas. “Já em fevereiro de 2019 os números começaram a se mostrar positivos e assim seguiu por praticamente todo o ano. A economia nacional ainda vive dias de maré revolta, mas o Estado segue uma rota mais tranqüila e de crescimento o que reflete, diretamente, na nossa atividade”, afirma o presidente do Porto Carlos Vilar.

 

O malte de cevada que alimenta a pujante indústria cervejeira do Estado foi o produto de maior destaque, no Porto do Recife, em 2020. Foram descarregadas 232.785 toneladas do produto no ancoradouro, o que proporcionou um crescimento 57% maior em relação a 2018. O desembarque de 221.140 toneladas de fertilizantes representou um aumento de 47% na movimentação do produto, comparado ao ano passado. O coque de petróleo também ajudou a alavancar os números positivos ao registrar um aumento de 43%, totalizando a movimentação de 193.837 toneladas.

 

A previsão de movimentação de cargas para 2020 é ainda maior, pois o início das obras darão novas condições operacionais ao ancoradouro, atrairão investimentos privados e, consequentemente, novas cargas. A importação de malte de cevada e barrilha devem aumentar mais este ano. O Porto também trabalha com a atração de novas cargas como a Ilmenita, minério de ferro extraído de uma jazida em Floresta, no sertão pernambucano.


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