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Suape e Porto Social realizam Match Day com empresas do complexo industrial portuário 


Fonte: Porto de Suape (8 de novembro de 2019 )

O Cabo de Santo Agostinho foi a cidade escolhida pelo Complexo Industrial Portuário de Suape e pelo Porto Social para a realização do primeiro Match Day Social, nesta terça-feira (5/11), no Hotel Intercity Costa Dourada. O evento teve o objetivo de aproximar as indústrias do complexo dos projetos incubados pelo Porto Social. Dezenove iniciativas apresentaram ações socioambientais que podem ser desenvolvidas na região de Suape com apoio das empresas. A ação contou com a presença de representantes de 21 empreendimentos, além das secretarias de Desenvolvimento Econômico do Cabo e de Ipojuca.

 

Durante a abertura do evento foi realizado o painel “O valor sustentável do negócio”, mediado pelo jornalista e consultor Renato Raposo, com participação do diretor de Planejamento e Gestão de Suape, Francisco Martins, do presidente do Porto Social, Fábio Silva, e do coordenador de Projetos de Eficiência Energética do grupo Neoenergia, Lucas Santos.

 

“A ideia desse Match Day é unir gente de boa vontade, que tem sensibilidade com as causas sociais e entendem o valor do investimento social para seu negócio. O empresário que firmar parcerias vai encontrar projetos preparados e pessoas com uma visão de território. A área de atuação dessas iniciativas está dentro da área de influência do Complexo de Suape. Obviamente que, para nós, ter comunidades engajadas e inseridas dentro do contexto social cria um ambiente muito mais propício tanto para uma boa convivência quanto para realização de negócios”, explicou Francisco Martins que representou o presidente de Suape, Leonardo Cerquinho.

 

Para Fábio Silva, todos os projetos incubados pelo Porto Social apresentam três características. “A primeira é paixão, pois são todos apaixonados pelo que fazem; a segunda é criatividade porque fazem coisas com muito baixo custo, e por último têm um alto poder de mobilização. Nossa instituição nasceu para apoiar o que a gente chama de ouros, que são esses projetos. Somos uma plataforma de soluções. A gente encuba, acelera, conecta pontas, e através dessas iniciativas acreditamos que podemos mudar os territórios”, concluiu.

 

Já o coordenador do grupo Neoenergia encerrou o painel falando sobre o Energia com Cidadania, projeto desenvolvido em parceria com o Porto Social que leva eficiência energética, os conceitos do uso seguro e eficiente da energia para as comunidades de baixa renda. Na sequência, foram realizados os pitches (apresentação rápida de um produto ou negócio). À tarde, foram montadas salas para rodadas de conversas entre as indústrias instaladas em Suape e os representantes das iniciativas sociais. Os participantes aproveitaram o momento para detalhar as ações que podem ser aplicadas no território e nas comunidades consolidadas.

 

 

Entre as iniciativas apresentadas, projetos de geração de renda a partir do aproveitamento total dos alimentos; de planejamento e reforma de imóveis com preço acessível; de inclusão social a partir do esporte; de cultura e cidadania através da arte, música e esporte; de empoderamento feminino usando a fotografia; de reaproveitamento de resíduos e diminuição do lixo; de ensino musical a deficientes auditivos; de promoção da consciência ecológica e proteção do meio ambiente.

Um dos projetos participantes foi o Angus das Artes, coordenado por Angélica Nobre, que ministra palestras e oficinas de conscientização ambiental nas comunidades do Recife e culinária sustentável, onde ensina as pessoas a minimizar a geração de lixo orgânico a partir do reaproveitamento de alimentos. “Também ensino a gerar renda porque elas podem tanto levar essas receitas para a vida delas diminuindo o custo com alimentos, reaproveitando, ou fazer comidas diferentes onde podem vender os produtos”, disse.

 

 

Carlinhos Rua, pedagogo do Instituto Sons do Silêncio atende 150 crianças, jovens e adultos deficientes visuais e auditivos ou com autismo. O projeto funciona com sede no Recife e ensina o uso de instrumentos musicais, além de alfabetizar em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e em Braile, colaborando para a inserção social e desenvolvimento das pessoas. “Queremos apresentar para a sociedade uma pessoa com deficiência empoderada e acabar com aquela visão de coitadinho”, explicou.


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