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Petróleo nas praias: secretário da Pesca diz que peixes ‘não apresentam contaminação’


Fonte: G1 (8 de novembro de 2019 )
Secretário Jorge Seif Júnior e o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Redes sociais

O secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura (MAPA), Jorge Seif, afirmou nesta quinta-feira (7), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que pescados do Nordeste não apresentam níveis de contaminação, apesar do derramamento de óleo na região.

 

Ele participou de uma audiência na comissão da Câmara formada para debater o incidente ocorrido no Nordeste.

 

Segundo o secretário, os produtos que saem do serviço de inspeção federal são atestados e garantidos para consumo.

 

Seif declarou que os protocolos aplicados em testes foram reforçados e que o sistema de inspeção brasileiro é reconhecido internacionalmente por sua seriedade.

 

“Até o momento, os pescados recepcionados, sejam peixes ou frutos do mar, não apresentam níveis de contaminação”, afirmou o secretário.

 

Jorge Seif disse ser natural o medo do consumidor em adquirir os produtos depois do incidente na região, mas reforçou que não estão contaminados, conforme os testes realizados.

 

Na quinta-feira passada (31), o secretário disse, durante uma transmissão ao vivo ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que “o peixe é um bicho inteligente: quando ele vê uma manta de óleo, ele foge, tem medo. Então você pode consumir seu peixinho sem problema nenhum, lagosta, camarão, tudo. É perfeitamente seguro”.

 

Especialistas alertam para potencial cancerígeno de algumas substâncias presentes no petróleo. A exposição ao benzeno, tolueno e xileno pode provocar doenças no sistema nervoso central.

 

Recursos emergenciais
O secretário disse que o governo ainda trabalha na elaboração de uma medida provisória para liberar recursos emergenciais aos afetados pelo derramamento, como anunciado no final do mês passado.

 

Segundo Seif, a medida deve ser finalizada ainda no mês de novembro e englobará categorias não contempladas com o seguro defeso, como marisqueiros e catadores de caranguejos.

 

“Estamos preparando uma medida provisória, onde não só os pescadores que já recebem algum tipo de seguro defeso, mas também essencialmente as marisqueiras e os catadores de caranguejos dos mangues que são deveras afetados por esse problema, serão contemplados, com até, a princípio, dois salários mínimos, um por mês, como já previsto para o seguro defeso”, afirmou.


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