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Campo emite menos gases de efeito estufa


Fonte: Valor Econômico (8 de novembro de 2019 )

A redução do rebanho bovino brasileiro em 2018 por causa do aumento dos abates para atender à demanda crescente por carnes contribuiu para que a produção agropecuária brasileira diminuísse marginalmente suas emissões de gases de efeito estufa em relação a 2017. De acordo com dados do Observatório do Clima e do Imaflora, a quantidade de gases equivalentes ao gás carbônico emitidos pelo setor no ano caiu 0,7%, para 492,2 milhões de toneladas. Foi o segundo recuo seguido, mas o volume ainda superou todas as emissões da França em 2018.

 

Do total de emissões da agropecuária no ano passado, 69% foram de responsabilidade da pecuária de corte, ou 339,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Em 2017, a criação de bovinos para abate respondeu pela mesma fatia das emissões, somando 341,8 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente emitidos pela atividade.

 

A diminuição das emissões da pecuária caiu na mesma proporção que o rebanho bovino, que perdeu no ano passado 1,5 milhão de cabeças de gado e terminou o ano com 213,5 milhões de animais, segundo dados do IBGE.

 

“Tem um fator da produtividade da pecuária, mas acreditamos que o maior peso está no ciclo da atividade”, avaliou Ciniro Costa Junior, pesquisador do Imaflora.

 

Também houve redução das emissões relacionadas ao uso de fertilizantes nitrogenados, em decorrência principalmente da retração das áreas com milho em 2018. Segundo Costa Junior, o milho, além de ter uma área muito expressiva, é uma das culturas com maior demanda por fertilizante – diferentemente do algodão, que tem menor demanda e teve uma área maior plantada no ano passado.

 

Em 2018, tanto a safrinha de milho de 2017/18, que é plantada no primeiro semestre, como o milho de primeira safra de 2018/19, plantado no segundo semestre do ano, tiveram extensões menores do que nos períodos anteriores.

 

Os cálculos do Observatório e do Imaflora sobre as emissões da agropecuária não abarcam as conversões de pastagens para a agricultura, assim como também não consideram a degradação de pastos. “Não temos o tamanho preciso dessas áreas. Tinha um esforço para isso na plataforma de monitoramento do Plano ABC, mas o governo cortou os conselhos”, afirmou.

 

O desmatamento não é contabilizado nas emissões da agropecuária, mas entra no cômputo das emissões nacionais e é o principal fator de emissão no país. Em 2018, as emissões de mudanças de uso da terra avançaram 3,6%, para 845 milhões de toneladas.


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