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Golar Power aposta em terminal no Brasil e navios próprios para transportar o seu GNL

Fonte: Revista Cargo (23 de agosto de 2019)

A Golar Power, uma joint venture entre a norueguesa Golar LNG e o fundo Stonepeak, planeja entrar na cabotagem brasileira, estando já a trabalhar na conclusão do primeiro terminal privado de gás natural liquefeito (GNL) do país, em Sergipe.
 
O empreendimento, adiantou a imprensa brasileira, está previsto para Janeiro do próximo ano. A joint venture busca clientes que pretendam distribuir o gás natural que irá produzir, tanto no modo rodoviário (para o hinterland), quanto na cabotagem marítima.
 
Tendo em mente este objetivo, a Golar Power (que opera com GNL, tanto na exploração produção e liquefação flutuante de Gás Natural, no transporte, como também na fase de regaseificação e fornecimento de Gás Natural às diversas modalidades de cliente final), encontra-se já na fase final da construção do seu primeiro navio de transporte de GNL – o navio ainda não possui contrato, o que abre a porta, adianta a imprensa brasileira, para que tal contrato seja feito no Brasil.
 
O planeamento atual da Golar Power face à cabotagem é usar navios de pequeno porte para escoar as cargas dos navios-tanques até outros terminais de regaseificação na costa brasileira. Recorde-se que o futuro terminal de GNL em Sergipe estará apto a receber navios-tanque de grandes dimensões, destinados a fornecer a termoeléctrica da Centrais Eléctricas de Sergipe, que detém uma capacidade instalada de 1,5 mil mega-watts, um grande empreendimento da joint venture entre a Golar Power e a EBrasil.
 
Não esquecer ainda que o empreendimento em Sergipe não é a única aposta da Golar Power em território brasileiro: a joint venture possui outros projetos ambiciosos para o Brasil na área do GNL, como a construção de novos terminais em São Francisco do Sul e Barcarena. A aposta da Golar Power coincide com a entrada em vigor, em Janeiro de 2020, da nova regulamentação da IMO face às emissões marítimas de enxofre: os novos limites farão pender o paradigma energético do Shipping para o lado do GNL.