SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Infraestrutura e Investimentos   /   Governo estuda possibilidade de apoiar escolas e empresas da área da economia marítima

Governo estuda possibilidade de apoiar escolas e empresas da área da economia marítima


Fonte: Sapo Cabo Verde (16 de maio de 2019 )
O secretário de Estado-adjunto da Economia Marítima disse hoje, no Mindelo, que o Governo pretende “dinamizar e replicar” modelos de formação profissional e de reparação de embarcações de pesca revestidas com fibra de vidro, com o “saber-fazer” local.

Paulo Veiga iniciou na manhã de hoje, em São Vicente, pela Escola de Formação Profissional Padre Felipe Pereira, popularmente conhecida como Escola Tinênê, e pela empresa Bel-Cab, que opera no fabrico de embarcações de pesca revistadas com fibra de vidro, um conjunto de visitas a instalações, escolas e outras instituições que podem “ajudar no desenvolvimento da economia marítima”.

 

Conforme referiu o governante, o Governo consagrou no seu programa o desenvolvimento do sector da economia marítima e melhorar as condições das embarcações, tanto artesanal como semi-industrial, pelo que deseja retirar benefícios do trabalho da empresa Bel-Cab, com uma “vasta experiência”, pois opera em Cabo Verde desde os finais dos anos 70 a produzir esse tipo de embarcação.

 

“Devemos apostar na nata local, que, existindo, não temos necessidade de importar, e sabemos que existe um saber-fazer que não devemos deixar perder”, lançou a mesma fonte, que anunciou que após as visitas irá desenvolver um programa de reuniões de trabalho com os promotores dessas iniciativas e ver “como ajudar a passar essas experiências” para as novas gerações.

 

Por exemplo, referiu Paulo Veiga, na reparação de barcos de fibra de vidro é preciso ter pessoas com essa especialidade nas outras ilhas e ver um modelo de formação em que vinham pessoas das outras ilhas para aprender as técnicas na Bel-Cab ou em outras empresas com essa capacidade.

 

Na Escola de Formação Profissional Padre Felipe Pereira uma das questões levantadas pelo proprietário Ângelo Alves pretende-se com a necessidade de certificação da escola, obstaculizada pelo “valor elevado” da mesma.

 

Aqui, o secretário de Estado da Economia Marítima considerou que o Estado “pode e deve” assumir essa certificação para empresas, escolas e associações que já deram provas no mercado, até porque, lembrou, a Escola Tinênê já trabalhou com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) até o ano 2010, segundo o proprietário.

 

“O Estado tem agora um programa que financia a formação profissional dos jovens, não será a título gratuito, mas temos que assentar e ver como financiar essa formação”, sugeriu a mesma fonte.

 

Aliás, em relação à Escola de Formação Profissional Padre Felipe Pereira, di-lo Paulo Veiga, o Governo pode ir “um pouco mais longe”, já que um dos pilares do Ministério da Economia Marítima é a conservação dos oceanos e o tratamento do lixo, que tem que ser feito a montante antes de chegar ao mar.

 

E uma vez que a escola em referência desenvolve desde o ano 2006 uma máquina que tritura garrafas de vidro, uma ideia “bastante interessante”, inclusive já no terreno, o governante deseja sensibilizar as câmaras municipais para utilizar a máquina, mas a sociedade também, de uma forma geral, e ajudar a divulgar essas ideias.

 

Por outro lado, à Inforpress, Paulo Veiga confirmou que a jurista Ineida Gomes será a nova directora-geral da Economia Marítima, cuja posse deve ocorrer na primeira quinzena do mês de Maio.


Mais lidas


No dia 11 de junho, Data Magna da Marinha, a Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) publicou, em seu portal da Organização das Nações Unidas (ONU) na internet, recomendação na qual legitimou ao Brasil incorporar 170.000 km2 de área de Plataforma Continental, além da Zona Econômica Exclusiva.   O processo de estabelecimento do limite exterior […]

Leia Mais