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Audiência pública debate preço mínimo do café


Fonte: Grupo Cultivar (16 de maio de 2019 )

Foi realizada na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (14), audiência pública para debater a política de preços mínimos do café. A reunião foi solicitada pelo deputado Evair Viera de Melo (PP-ES), 2º vice-presidente na Câmara dos Deputados da FPA, que ressalta a importância do debate. “Esse debate tão importante é a nossa esperança. Nós vamos fazer o que for necessário para que nossos cafeicultores tenham condições de fazer uma safra digna, remunerar bem os trabalhadores e naturalmente ter uma rentabilidade. ”

 

Portaria do Ministério da Agricultura (MAPA), publicada em março, definiu o preço mínimo do café arábica e conilon 2019/2020. Os valores foram calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo os cálculos da Conab, o café arábica tipo 6 teve reajuste de 6,25%, passando a valer R$ 362,53 a saca de 60 kg, enquanto para o tipo 7, do conilon, o valor é de R$ 210,13, com variação de 3,93%.

 

De acordo com o parlamentar, para honrar os compromissos desta safra, muitos estavam arrolados em dívidas de safras passadas, por isso a necessidade do esforço para recuperação de preços justos. Evair contestou ainda dados divulgados pela Conab e solicitou que fosse realizada uma revisão dos preços de referência. “É necessária revisão dos preços mínimos do café, pois os produtores estão operando em prejuízo e queremos essa revisão para que tenhamos preços justos.”

 

O deputado Emidinho Madeira (PSB-MG), membro da FPA e presidente da Frente Parlamentar do Café, destaca que a cafeicultura é muito importante para a economia do país, mas não é prioridade de nenhum governo. Ele explica que o café passa por um momento muito difícil e que precisa de uma política voltada para este setor e de atenção do governo. “Estamos perdendo espaço pra outros países, perdemos oportunidades de mostrar o nosso café pro mundo. Temos que sentar e discutir os temas relacionados ao café pra tentar resolver juntos.”

 

Durante a reunião, o deputado Bilac Pinto (DEM-MG) enfatizou o papel suprapartidário que a Frente Parlamentar da Cafeicultura tem na defesa dos interesses dos produtores de café. “Não é de hoje que estamos acompanhando a cafeicultura, acompanhando efetivamente o seu desenvolvimento dentro do nosso país. Infelizmente chegamos no decorrer deste ano com uma crise de preços trazendo problemas enormes para os nossos produtores. Todos nós aqui estamos trabalhando para buscar uma alternativa para que o preço leve efetivamente um valor justo trazendo renda aos nossos produtores.”

 

“O mercado visa lucro, visa retorno financeiro e o café além de dar o retorno financeiro ele dá o retorno social, ele dá emprego, dignidade e cidadania e nós precisamos trabalhar frente a isso,” afirmou o deputado Mário Heringer (PDT-MG). O deputado Nelson Barbudo (PSL-MT), coordenador da Comissão de Infraestrutura e Logística da FPA, também esteve presente e enfatizou que existe vontade política para dar aquele que produz as condições necessárias para produzir.

 

O presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Mesquita ressalta que o preço mínimo é essencial pro setor, mas tem que ser levado em consideração o sistema de produção e as quatro cafeiculturas do Brasil pra não fazer um preço que ajude alguns e prejudique outros. “Tem que ser um preço mínimo que atenda a todas as regiões. ”

 

A audiência contou ainda com a presença do presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), Luiz Carlos Bastianello e do gerente do departamento de desenvolvimento técnico da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Mário Ferraz, que apresentaram dados e números de custos de produções do café.


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  A reunião contou com a participação de representantes da ACS (Associação Comercial de Santos), CAP (Conselho de Autoridade Portuária), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), CONSAD (Conselho de Administração da CODESP), ABTTC (Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Transportadoras de Contêineres), SINDSAN (Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral […]

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