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Expectativas portuárias para 2019


Fonte: A Tribuna (2 de janeiro de 2019 )

O título do artigo foi também o do recente painel de encerramento do Santos Export. A pergunta é simples. A resposta nem tanto; pois há diversas perspectivas.

 

Desde tempos imemoriais, e ainda hoje, humanos consultam videntes na irresistível busca de antecipar o futuro: videntes mas, também, qualquer um que “venda” algum tipo de esperança; tarefa facilitada pela disseminação de PowerPoint, vídeos, internet e redes sociais.

 

Ante demandas de racionalidade, exercícios de cenários foram sendo adotados para minimizar incertezas e oferecer aos decisores político-administrativos número reduzido de escolhas. Mais adiante, já que nem a natureza, muito menos o comportamento humano é determinístico, estimativas de probabilidade foram refinando tais exercícios.

 

Michael Hammer, um dos formuladores da reengenharia, inverte a equação: foco no presente, como germinador do futuro, já que este “não pode ser previsto”.

 

É fácil constatar que há respostas distintas para cada uma dessas perspectivas. Por exemplo, o recente processo político-eleitoral, metaforicamente, mais que “atualização de aplicativos”, indica uma mudança do próprio “sistema operacional”. Os videntes parecem silentes.

 

Exercícios de cenários, por sua vez, estão limitados por poucas informações objetivas. Vale destacar como subsídio:

 

I) 2 bordões da campanha vitoriosa, nem sempre sintônicos, têm campo fértil no setor portuário (logístico, mais amplamente): “privatizar tudo que for possível” e “menos Brasília; mais Brasil”;

II) Fala-se tanto em regionalização das administrações portuárias como em privatização das Cias. Docas (que exercem tal papel): em princípio excludentes, qual caminho será seguido?;

III) Sobre esse tema, há novidades: a recente Portaria n574 do MTPAC, de 26/DEZ/18, estabelece normas para “descentralização de competências”;

IV) Novos arrendamentos, renovações antecipadas e dragagem por resultados voltam à baila: dessa vez deslancha?;

V) Como o 1º escalão do ministério setorial, diferentemente da linha geral (“disruptiva”, termo em moda), contará com muitos membros do atual governo, a nova equipe poderá “entrar jogando” logo ao assumir.

 

A maior diferença talvez não seja quanto ao conteúdo das respostas, mas o protagonismo dos envolvidos. Trocando em miúdos: o que será definido e implementado por Brasília? O que será descentralizado às comunidades portuárias? Que responsabilidades estão dispostas a assumir?

 

No quadro atual, mais que ritual de fim de ano, essas definições poderão, à la Hammer, balizar o próximo ciclo de transformações do setor portuário brasileiro.

 

Que venha 2019 e destravamentos. Que nossas esperanças de início de um novo ciclo de transformações portuárias se realizem.


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